quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Gente da imprensa - Fábio Massalli

Ao fazer reportagem, Fábio Massalli topou ser partner do atirador de facas (foto do www.bardobulga.blogspot.com)
Fábio Massali e os jornalistas Marcelo Bulgarelli e Thiago Alonso (foto do www.bardobulga.blogspot.com)

Nome completo:
Fábio Robson Massalli

Data nascimento:
03/09/1974

Onde trabalha?
Jornal O Diário do Norte do Paraná e professor no Cesumar

E-mail:
massalli@odiariomaringa.com.br


Quando você começou a trabalhar na imprensa e como foi o início?
Eu comecei a trabalhar ainda na faculdade. Quando estava na metade do segundo ano, fui convidado para fazer parte da Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba. Na época eles tinham uma grande estrutura e, além dos jornais, boletins e atividades inerentes à assessoria, possuíam um programa de TV semanal produzido inteiramente pela Assessoria. A equipe era formada por seis pessoas, um jornalista formado, uma relações públicas e os outros eram estudantes de jornalismo. Foi um começo estranho, pois muitas vezes eu tinha atividades na prática antes mesmo de estudar na teoria. Foi assim que aprendi a diagramar e tive a pouca noção que tenho de televisão (o que aliás odeio fazer). Mas foi uma aprendizagem muito rica, principalmente na época de data base, quando saímos de madrugada fechando jornal.

O que você já fez na vida além de trabalhar na imprensa?
Fui professor de inglês.

Em quais veículos de comunicação você já trabalhou?
Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos, Assessoria de Imprensa da Sagy International, tive uma agência de comunicação em Curitiba e trabalhei nos jornais Folha da Imprensa, Indústria & Comércio, Revista Conexão Maringá e em O Diário do Norte do Paraná.

Quais as suas reportagens mais marcantes?
Foram várias, a maioria perdida na memória. Mas tiveram três que foram em especial marcantes, todas feitas em O Diário. 1) A dor de mães que perderam os filhos, em que entrevistei diversas mães que passaram por esse trauma e essa perda e foi uma matéria muito emocionante. 2) O cotidiano dos moradores do albergue. Conversei com algumas pessoas que necessitam do albergue de Maringá para poder ter um teto onde dormir. Foi ainda mais marcante depois que uma entrevistada, para uma outra matéria, me disse que chorou ao ler aquela reportagem. 3) A primeira vez que cobri o Natal dos Correios. Foi marcante em especial porque numa das primeiras entregas fomos em uma casa de madeira simples. Os pais tinham AIDS e a criança mesmo com os presentes que ganhou permanecia triste, sem emoções. Para completar, quando toda a trupe que acompanha o Natal dos Correios entrou na casa, deixaram o portão aberto e um cachorro entrou, atacou e matou um coelho que estava no quintal. Eu vi aquilo e fiquei me perguntando se aquele coelho não seria do menino.

Quais as maiores alegrias atuando na imprensa?
Sentir o prazer de escrever uma grande reportagem, principalmente se algum leitor comentá-la.
Quais as decepções?
Apresentar e ter uma pauta e não poder executá-la por algum motivo, principalmente se for por falta de tempo.

Quais os planos?
Continuar escrevendo. Escolhi essa profissão porque gosto de escrever.

Já pensou em fazer outra coisa na vida?
Não.

Quem você admira na imprensa?
Diversos profissionais da imprensa maringaense, muitos colegas de trabalho, que prefiro não nomear para não causar desentendimentos.

Um comentário:

Carol Rocha disse...

Grandeeeeeeeeee professor....
Grandeeeeeeeeeeeeeeee jornalista...