quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Gente da imprensa - Ariana Zahdi



Nome completo: Ariana Zahdi de Moraes Jordão

Data nascimento: 17 de janeiro

Onde trabalha?

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Maringá


Blog:

Já escrevi, acho um canal muitíssimo bacana, mas hoje não escrevo em nenhum. Na verdade ainda não encontrei meu tom.

Quando você começou a trabalhar na imprensa e como foi o início?
Entrei na faculdade de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa em 1994, ainda sem ter muita certeza que o jornalismo era meu caminho. No segundo ano fui colaboradora do Exército e, depois, comecei a ter contato com o jornalismo impresso no extinto Jornal O Bravo, de Castro, onde eu morei por 24 anos.
O que você já fez na vida além de trabalhar na imprensa?
Já fui professora de música e de inglês. Também tive uma experiência como comissária de bordo que não deu muito certo.
Em quais veículos de comunicação você já trabalhou?
Em Castro, no Jornal Página Um como repórter e na Terra Verde como roteirista de vídeo, depois que me formei fui para Foz do Iguaçu, onde escrevi para o Jornal Folha Única que, mais tarde, se transformou em Folha do Iguaçu, e atuei na Rádio Itaipu. Desde 1999 em Maringá, trabalhei na assessoria de imprensa da Emater – Paraná, Jornal Hoje Maringá e O Diário do Norte do Paraná. Também presto assessoria de imprensa para empresas e profissionais liberais. Além disso há os freelas, que a gente acaba não contabilizando...
Quais as suas reportagens mais marcantes?
É difícil precisar. Existem várias formas de relevância. Para alguns é a importância que o caso representa, o grau de dificuldade da apuração, enfim. A mim atrai, sempre, o interesse humano, a história de vida que existe por trás de cada acontecimento. Há duas reportagens que me emocionaram de maneiras diferentes. A primeira foi sobre um indiozinho que nasceu no Hospital Universitário, órfão de um pai assassinado aos oito meses de gestação da mãe, e irmão de mais cinco crianças. O bebê sequer tinha o que vestir. Eu havia me tornado mãe alguns meses antes e me comovi muito com a história. Fiquei muito emocionada com o resultado da matéria: a família, que estava hospedada no Albergue voltou à tribo com uma Kombi carregada de doações de pessoas que leram meu texto. No segundo caso foi difícil me manter isenta ao entrevistar uma mulher - àquela altura já casada e mãe – abusada sexualmente por um médico na infância. Foi um caso muito polêmico na época.
Quais as maiores alegrias atuando na imprensa?
Saber que a informação que passa por mim pode fazer a diferença na vida de alguém.
Quais as decepções?
Tive algumas. Aprendi a desconfiar sempre.
Quais os planos?
O ideal seria ter tempo para uma coisa de cada vez. Mas se conseguir continuar sendo jornalista, mãe, esposa, dona de casa, tudo ao mesmo tempo sem prejudicar nenhuma atividade, será a glória.
Já pensou em fazer outra coisa na vida?
Já. Muitas vezes. Mas acho que o que eu gostaria de ser não existe.
Quem você admira na imprensa? Tenho encontrado muita gente bacana por onde passo e tenho aprendido muito com esses colegas, seria impossível citar este ou aquele. Muita gente – desde quando eu comecei minha carreira – me ajuda a moldar a profissional em que me transformo a cada dia. No fundo acho que até aqueles profissionais que a gente não aprecia devem ser respeitados, porque são o parâmetro para que saibamos o que não queremos nos tornar.

Mensagem:
É preciso estar sempre atento e nunca ultrapassar um portal por onde não se pode voltar.

Um comentário:

Diniz Neto, jornalista disse...

Ariana, gostei.
O importante é seguir em frente sem destruir o caminho percorrido.