sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Gente da imprensa - Carlos Pedroso





Pedroso e a esposa Rosângela
descansam em um mirante na descida da Serra do Mar pela Estrada da Graciosa e Pedroso, repórter do Canal 12
Nome completo:
José Carlos Ribeiro Pedroso

Data nascimento:
11.04.55 (ano do bom Cadillac)

Onde trabalha?
Há seis anos na Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Maringá. Sou jornalista concursado desde 2001, quando vim para Maringá.

E-mail:

Blog:
Não tenho, mas leio a maioria dos blogueiros.
Quando você começou a trabalhar na imprensa e como foi o início?
Entrei em 74 na velha “TV Tibaonze – Canal Gi”, de Apucarana, como desenhista no Departamento de Produção a convite da chefe, na época, MartaMaria Basso e do diretor comercial, Arceno Athas.

O que você já fez na vida além de trabalhar na imprensa?
Quando adolescente, além de estudar o curso científico (hoje, 2º grau), era arte-finalista de fábricas de bonés, réguas, flâmulas, chaveiros, adesivos, plásticos e outros brindes.

Em quais veículos de comunicação você já trabalhou?
Como operário da comunicação comecei na Tibagi como repórter de campo (estreei no Willie Davids, inclusive) e de quadra, na famosa Copa Tibagi de Futebol de Salão. Também fiz horóscopo, na penumbra, com spot na nuca, bola de cristal na frente, fumaça de cigarro no estúdio e voz de ProfessorNetuno. Depois fui para Londrina, me formei em jornalismo pela UEL e passei a ser locutor noticiarista e repórter da TV Coroados. Em 86 fui para a TV Paranaense de Curitiba (repórter, apresentador e narrador esportivo), passando depois pela TV Educativa do Paraná, TV Iguaçu/SBT(quatro anos como diretor de jornalismo do Grupo Paulo Pimentel), RBS(Canal Rural), assessor da Câmara Municipal de Curitiba, diretor de imprensa da Prefeitura de Foz do Iguaçu, chargista da Folha do Iguaçu (emFoz) e vários trabalhos frila para TV. Logo que cheguei em Maringá tive um telejornal (Maringá Notícias) na Band, no horário que hoje é do Léo Júnior. Até o final do ano passado eu comandava a página “Atualidades Esportivas” - sobre esporte amador – que começou em O Diário e acabou no Jornal Hoje.

Quais as suas reportagens mais marcantes?
Fiz várias matérias longas e atemporais que serviram de documentários para o Canal Rural. Uma delas foi sobre a Reserva Ecológica mantida pelaFundação O Boticário, em Guaraqueçaba, no litoral paranaense. Outra foi sobre a influência da agricultura na colonização das cidades paranaenses.Renderam bom material. Mas as reportagens de maior repercussão (nacional, inclusive) foram nos tempos da Globo (TV Paranaense). Em uma delas tive de“viajar” por algumas milhas, pelo Canal da Galheta, em Paranaguá, e em mar aberto, dentro de um apertado submarino. Encerrei a matéria, é claro, coma música Yellow Submarine dos Beatles. Outra foi sobrevoar Curitiba abordo de um “Zepellin”, um balão-charuto dirigível, patrocinado pela Pepsi. São as que me lembro de imediato.

Quais as maiores alegrias atuando na imprensa?
Uma delas – não muito jornalística – revi nesta semana ao passar para DVDalgumas fitas VHS de meu arquivo. Foi uma participação, ao vivo, numa dasprimeiras edições do Domingão do Faustão. Praça 29 de Março, em Curitiba, lotada. O Faustão, gozador como sempre, fazendo tiradas e cortando minhas passagens o tempo todo. A atração era fazer com que o telespectador descobrisse quem eram sósias e quem eram as verdadeiras personalidades famosas na época convidadas para o quadro (o ex-piloto Maurício Gugelmin;o meia Assis, do Fluminense – formava o “Casal 20” com o Washington – e acantora Olívia Byington). Aí eu senti a força que tem um programa ao vivo em rede nacional. Foi muito divertido e rendeu outras aparições no Domingão. Também não esqueço dos tempos em que eu dividia apresentações do Jornal Estadual 2ª Edição, Bom Dia Paraná, as edições regionais do GloboEsporte, Esporte Espetacular (quando existiam) e outros telejornais.

Quais as decepções?
A maior delas foi em 1990, por ter aceitado o convite do secretário estadual da Comunicação Social e do governador na época para atuar como âncora no programa eleitoral de TV de um candidato a sucessor ao governodo Paraná. Consultei antes a direção da emissora onde trabalhava e tudofoi discutido e bem analisado previamente. Mesmo contra minha vontade, masa mando da coligação, tive de “bater forte” no José Richa, no MaurícioFruet (meu amigão) e, no 2º turno, no Martinez (aliás, os três já são falecidos). Apareci quase mais que o candidato majoritário, acabei meexpondo demais no vídeo e decidi pedir demissão depois de 16 anos de Globo. Isso porque o candidato para o qual trabalhei ganhou a eleição. Imagine se tivesse perdido (rs).

Quais os planos?
Quero mais é sossego. Meu filho mais velho – que nos trouxe à Maringá – já se formou na UEM e voltou para Curitiba como engenheiro concursado de umagrande empresa. Agora espero o caçula também se formar engenheiro, daqui adois anos, para, talvez aposentado, retornar com a patroa à capital oumorar no litoral. Tenho muitos amigos e meu trabalho como jornalista émuito bem reconhecido – graças a Deus – por lá. Já pensou em fazer outra coisa na vida?Teve um período entre 78 e 80 que, ao não dar certo o trabalho com asOrganizações Martinez em Londrina, retornei para a TV Tibagi para atuarcomo contato comercial. Vendia bem, faturei legal e até comprei umChevette 75 do Wilson Serra (meu colega de universidade). Meses depois ele me convidou para voltar a Coroados e apresentar telejornais. Serra era onovo diretor de jornalismo da emissora, que tinha mudado recentemente dedono (RPC).

Quem você admira na imprensa?
Todas as pessoas da área que me incentivaram e colaboraram para que euseguisse em frente nesta profissão. Já citei alguns nomes. Entre osprofissionais de destaque, na minha opinião, estão o apresentador CarlosNascimento (pela credibilidade transmitida), o repórter Lucas Mendes (pelo texto irretocável) e o velho Armando Nogueira (como jornalistão cobracriada e exímio coordenador de equipes de jornalismo). Aqui no Paraná sempre admirei o trabalho do Sr. Rubens Ávila (já falecido), que me deu aoportunidade de estrear como repórter nos tempos de TV Coroados, onde ele sucedeu ao Serrinha na direção do departamento de jornalismo.

Mensagem
Li em algum lugar que a vida da gente pode ser comparada a uma viagem detrem. É passageiro de todo tipo que entra e sai. Alguns fazem viagem curta e outros permanecem no trem por um longo trajeto. Cada um tem suahistória, seu ideal de vida, um destino a ser cumprido. E aindividualidade de cada passageiro deve ser respeitada e compreendida, independentemente de cor, raça, religião, afinidades políticas,partidárias, futebolísticas, musicais, etc. Afinal, se não estamossentados próximos uns dos outros, com certeza estamos juntos no mesmo comboio ou até no mesmo vagão. E sempre de olho nas nossas “marias-fumaça”que se elegem como locomotivas.Um abraço De Paula, parabéns por essa oportunidade oferecida à rapaziadada latinha e minhas saudações alvinegras de Parque São Jorge.

Um comentário:

Diniz Neto, jornalista disse...

Esse é professor.
Um grande profissional.
É uma honra trabalhar com você.