segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Gente da imprensa - Rogério Fischer











Fotos:

Da credencial do Pan do Rio que não serviu para quase nada
Com dois amigos, em Maringá, a polaca Edna Mendes e o cabeçudo Henri Júnior

Com a minha filha Natália na avenida Brasil, em Maringá

Com Marcos Gouveia, Mário Fragoso e João Arruda no "Bar do Lema" em Londrina




Nome completo:
Rogério Carlos Fischer, sendo que o "Carlos" apenas a excelentíssima dona Maura, autora do mesmo, é quem o utiliza.

Data nascimento:
01/12/1965, mas não conte para ninguém.

Onde trabalha?
Em O Diário, pela segunda vez em pouco mais de três anos; se não é um recorde, está próximo disso.

E-mail:
Ainda não ganhei coragem de abrir um ou participar de um.

Quando você começou a trabalhar na imprensa e como foi o início?
Comecei em janeiro de 1987 e foi "quase" traumático, porque, ainda na faculdade, fui contratado para a Editoria de Esportes do Paraná Norte, diário de circulação regional que a Folha de Londrina lançara no ano anterior, com grande repercussão sobretudo comercial. Só que no Carnaval do mesmo ano o PN foi fechado pela diretoria da Folha, como desfecho de uma greve conjunta que, semanas antes, o pessoal dos dois jornais haviam deflagrado. Disse "quase" traumático porque semanas depois, e ainda cursando o terceiro ano de faculdade, acabei contratado pela Folha, na qual fiquei até outubro de 2000. Naqueles 14 anos, fui repórter de Local, repórter de Esportes, redator de Política, editor de Local e editor de Esportes (levei sorte, cobrimos a Copa América de 1999 realizada no Paraguai e o Pré-Olímpico de 2000, em Londrina).

O que você já fez na vida além de trabalhar na imprensa?
Nada. Aos 14, 15 anos, meu pai tentou me iniciar em trabalho e me colocou para cuidar do escritório onde ele comercializava adubo, semente, inseticida. Mas minha carreira de faz-tudo durou poucos dias; ele logo viu que pegar no batente, no duro mesmo, não era para o seu primogênito.

Em quais veículos de comunicação você já trabalhou?
Além de Paraná Norte e Folha de Londrina, ajudei dois amigos (Nelson Capucho e João Arruda, respectivamente) a editar O Popular e Mais Londrina, iniciativas próprias deles. Cobri licença-maternidade de Josiane Schulz como correspondente, em Londrina, da Gazeta Mercantil (período em que trabalhei, ainda que a distância, com Nilson Monteiro e Silvio Oricolli) e estava em duas assessorias de imprensa - da Unopar e do Londrina Esporte Clube - quando, em junho de 2004, vim para Maringá ser editor-chefe de O Diário, do qual fui desligado em janeiro de 2006 e, meses depois, recontratado como editor do Primeiro Caderno.

Quais as suas reportagens mais marcantes?
Lembro-me de uma em que eu e o fotógrafo Roberto Brasiliano cruzamos o Rio Paraná à noite numa canoa motorizada de Guaíra até Salto Del Guayrá, no Paraguai, onde alguns prepostos do Dezinho (José Wanderleis, se não me engano) nos esperavam para nos levar até a presença daquele que havia sido rotulado, dias antes, pelo secretário de Segurança Pública do Estado, Moacir Favetti, de "Al Capone da Fronteira". Dezinho era tido como um dos maiores contabandistas do País e responsável pela morte do Gardemann, um dos homens mais temidos do Paraná naquela época, fim dos anos 80. Dezinho disse, em entrevista exclusiva à Folha, que Favetti não tinha moral para lhe acusar de nada, e disse que o juiz federal de Foz, Edgar Lipmann Júnior, o havia extorquido em US$ 100 mil para relaxar um pedido de prisão preventiva dele. Ambos, evidentemente, processaram Dezinho, que, dizem, teria sido encontrado morto no Norte do País alguns anos depois. A casa do sujeito em Salto del Guayrá era uma verdadeira fortaleza. E atravessar o Paranazão de noite, para entrevistar um cara daqueles, não é bolinho não.

Quais as maiores alegrias atuando na imprensa?
Todo o aprendizado, todas as amizades formadas, todo o processo de amadurecimento, a sorte de ter convivido com gente de extrema competência, nas redações e nos bares. Gente do calibre de Edson 'Jerê' Vicente, Bernardo Pelegrini, José 'Ganchão' Maschio, João Arruda, Nelson Capucho, Estélio Feldman, Valmor Macarini, Jota Oliveira, Widson Schwartz... E mais um monte de gente.

Quais as decepções?
As demissões, particularmente a da Folha. As demissões sempre representam uma ruptura, nem sempre justa. Mas, como diria o Kléber Bam-Bam, "faz paaaarrrrte".

Quais os planos?
Continuar contribuindo com o processo de mudanças aqui n'O Diário, processo do qual fiz parte visceralmente, encerrar um ciclo profissional em Maringá e ajudar minha filha, hoje com 11 anos, e que mora em Ibitinga (SP), a ser alguém decente na vida.

Já pensou em fazer outra coisa na vida?
Já, mas antes de prestar o vestibular para Jornalismo em Londrina. No meio do terceiro colegial, iria prestar Geologia em Ouro Preto, mas justo naquele ano, 1983, não lembro por que, não houve vestibular na Federal de lá. Caso contrário, o Brasil poderia ter tido um péssimo geólogo.

Quem você admira na imprensa?
Basicamente, aquele mesmo pessoal que citei alguns parágrafos atrás. Há também alguns nomes nacionais, mas fiquemos com os nossos pés-vermelhos mesmo, que já tá bão demais.

Mensagem:
Aos 42 anos, já é possível confirmar aquela tese: tratem as pessoas com respeito, porque o mundo de fato é pequeno, porque o mundo, de fato, roda, e as pessoas vivem se encontrando depois.

8 comentários:

Bulga disse...

Só por ele ser palmeirense teve direito a quatro fotos!

Diniz Neto, jornalista disse...

Nilson Monteiro e Silvio Oricoli.
Gente boa.

Sucesso, Fischer.

(Pena que não conseguimos colocar a foto na credencial, né? Fica para 2008 - hehehehe - quem sabe?)

Fischer disse...

O De Paula deve ter usado outro critério para publicar quatro fotos minhas, Bulga, porque se o critério fosse este mesmo haveria muito mais, hahaha.

Fischer disse...

A foto até que foi colocada na credencial, Diniz, a dita cuja é que não valeu muita coisa mesmo. Valeu para o turista aqui ter presenciado, de graça, a derrota histórica do basquete na despedida de Janeth, a vitória histórica do futebol feminino no Maracanã lotado, o triundo do vôlei masculino em meio à "crise Ricardinho" e a amarelada não menos histórica do vôlei feminino frente a Cuba. Lancemos, portanto, a campanha Pequim-2008 e Londres-2012. Abraços.

Cláudio Osti disse...

O Rogê foi modesto. Não disse que era um ótimo jogador de bola, mas que reclamava tanto que enchia o saco dos companheiros e dos adversários. Não disse que torcer para o Palmeiras é um defeito grave. Não disse que é apaixonado pelo alambrado do VGD e hoje tem que se contentar em torcer pro Galo/Adap/Grêmio ou sei lá o quê. Não disse que é gato. Ele é de 55 e disse que nasceu na década de 60. Tem que dizer para o entrevistador apertar o cara que ele entrega.

carina paccola disse...

Grande Rogério Fischer! Faz quase 24 anos que nos conhecemos (nós dois éramos praticamente dois bebês quando entramos na faculdade...). Eu me lembro da primeira semana de aula quando a Denise Sacco apontou para o Rogério e me disse: "Ele não tem cara de ser muito inteligente?". Além de inteligente, o Rogê é ótimo jornalista, bom caráter e tem ótimas amigas (rsrs). E ainda por cima é palmeirense! São muitas virtudes num homem só. Um beijão, Rogério

Denise disse...

Grande Fischer... o jeitinho de vc contar histórias não muda, consigo te ouvir enquanto leio aqui. beijo e saudades!

Kadu Guariente disse...

Não só Palmeirense, mas uma pessoa de grande Caráter, um dos grandes Jornalistas do norte do Paraná, junto de Mario Sergio(Marião), Bruka Lopes,Preto(Ranulfo)e Paulo Briguet..admiro muito este camarada e toda a torcida do Nacional de Rolândia...