quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Gente da imprensa - Elvio Rocha



Nome completo:
Elvio Joaquim Rocha

Data nascimento: 11/10/52, Rio Claro (SP)
Onde trabalha? Assessoria de Imprensa do Vereador Mário Verri


Blog: tangodocovil.zip.net

Quando você começou a trabalhar na imprensa e como foi o início?
Em 1984, dois anos depois de formado. De cara, me deram uma escrivaninha caindo de velha, uma máquina Remington de temperamento insuportável, e me pediram uma daquelas matérias cabeludas, sobre o eterno Jogo do Bicho. Mas, conforme aumentavam os problemas, mais eu me convencia de que queria aquela merda.
O que você já fez na vida além de trabalhar na imprensa?
Fui comprador em multinacionais, em São Paulo, durante pelo menos 10 anos, antes de entrar no jornalismo. Quando garoto, tratava de porcos, gostava da lavoura, vendi até pão na rua, de bicicleta. Tive loja de brinquedos educativos (5% do capital da empresa....hehehe) e descobri uma vocação para criar e fomentar movimentos culturais alternativos. Também já fui diretor de esportes, cultura e turismo no Mato Grosso do Sul e me diverti muito com isso. Ah, fui professor de jornalismo em Aracaju.
Em quais veículos de comunicação você já trabalhou?
Não foram tantos. Comecei em Rio Claro, em dois dos jornais diários da época. Passei por Mogi Mirim (mais dois jornais), produzi e apresentei jornal na Rádio Independente de Aquidauana (MS), fui correspondente de “O Estado do Paraná”, em Umuarama, repórter da Gazeta de Sergipe (Aracaju), editor de cadernos em “O Jornal”, de Maceió, editor de Internacional e Política Nacional na “Tribuna de Alagoas), também em Maceió. Trabalhei em duas longas temporadas em “O Diário”. Escrevi para várias revistas, mas todas sem grande expressão, regionais. Enfim, sempre gostei de cidades de pequeno e médio porte.
Quais as suas reportagens mais marcantes?
A mais complexa, porque comportava sérios riscos, envolveu o “suicídio” (ainda aposto em assassinato) de um homem, em Aracaju, que estava ligado a uma quadrilha de roubo de cargas. Rendeu uma sucessão de matérias, com informações privilegiadas que deixaram os concorrentes de cara amarrada por um bom tempo.
Quais as maiores alegrias atuando na imprensa?
Tirar férias das redações.
Quais as decepções?
Inúmeras, perdi a noção de quantas. Uma das piores foi deixar uma matéria pronta, correta, fiel aos fatos, nas mãos de um editor e, no dia seguinte, ver estampado um título tendencioso, mentiroso que me fez pedir a conta num momento de crise financeira.
Quais os planos?
Aposentadoria, comprar dois alqueires no mato, ter uma boa horta, frutas, flores e criar patos, gansos, galinhas, um bode sem juízo e meia dúzia de cachorros. Ah, e jogar o celular dentro de um poço abandonado.
Já pensou em fazer outra coisa na vida?
Prestar ajuda humanitária num país africano.
Quem você admira na imprensa?
O Paulo Henrique Amorim é sensato. O Lukas alegra e faz refletir. O Henfil, aliás, se expressava melhor com seus cartuns do que uma falange inteira de jornalistas que conheço. Desvairado, mas com um humor ácido e implacável, saudade do Paulo Francis Mensagem: A história é cíclica. O jornalismo também, mas é bem mais medíocre na hora de se repetir. O futuro é dos blogs, dos novos guerrilheiros que vão fazer estremecer o poder desde os subterrâneos.

Um comentário:

Lidi disse...

Me identifiquei com o Élvio. Minha vida é muito parecida com a dele. Amo o que faço para viver, mas amo tirar férias...já tive decepções, como a dele...meu plano para o o futuro é o mesmo que o dele...Lendo as reportagens dele, sempre achei que ele fosse um menino... me surpreendi!