quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Gente da imprensa - Thaís Pismel


Nome completo:
Thaís Pismel de Almeida

Data nascimento:
20/10/82

Onde trabalha?
Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Maringá


Quando você começou a trabalhar na imprensa e como foi o início?
Meu primeiro trabalho com o jornalista foi em 2002, ainda na faculdade, quando eu e um grupo de acadêmicos fazíamos um programa de televisão que era transmitido na TV Cidade, intitulado "Entrevista Coletiva". No mesmo ano fiz um "estágio voluntário" para o Hospital Santa Rita, cuidando do jornal interno "Expediente", que se manteve até o final de 2003. Desse projeto surgiu a idéia de se criar o Jornal ABS News, do grupo da Associação Bom Samaritano. Participei da criação do jornal e me mantive por alguns meses escrevendo matérias e fotografando. Logo que me formei, em 2003, passei um tempo em Rondonópolis-MT, onde fiz acompanhamento na TV Centro América, filiada à Rede Globo. Voltei para Maringá e fiquei alguns meses pensando no que fazer. Em 2004, ano eleitoral, aproveitei o fato de estar recém-formada para fazer um curso de locução. Fiz teste de rádio e tv para participar de várias campanhas políticas para prefeito. Acabei passando no teste para a campanha do então candidato Silvio Barros. Fiz os programas de rádio durante a campanha. Com pouca experiência, penei bastante no começo, mas acredito que a campanha foi uma escola para mim, me ajudou a me tornar mais comunicativa e atenta. Quando o prefeito assumiu, em 2005, fui chamada para integrar a equipe da Assessoria de Comunicação da Prefeitura. Desde então me mantenho no mesmo trabalho, onde aprendi a fotografar. Atualmente quase não escrevo mais matérias, cuido da parte estratégica e assessoro diretamente o secretário de Comunicação, Diniz Neto, que tem me ensinado muito.

O que você já fez na vida além de trabalhar na imprensa?
Por ter entrado na faculdade muito cedo, com 17 anos, quase não tive experiência profissional em outras áreas. Trabalhei apenas algum tempo em uma loja de revenda de veículos usados. Aprendi a ser mais esperta quando se trata de mecânica.

Em quais veículos de comunicação você já trabalhou?
Trabalhar mesmo com contrato assinado só na Prefeitura. Mas já fiz trabalhos para a Maringá FM, TV Centro América, Associação Bom Samaritano, Anima Propaganda, Meta Propaganda, Jacques Vídeo. Também presto assessoria para algumas empresas fotografando e criando textos.

Quais as suas reportagens mais marcantes?
Todas as que envolvem política. Mas por trabalhar em Assessoria muitas vezes não é possível criar textos polêmicos. Algo que tenho muito orgulho de ter feito foi o Trabalho de Conclusão de Curso - TCC, um documentário fotográfico sobre miséria e pobreza em Sarandi. Passei alguns anos da faculdade me dedicando a isso, fotografando muito e visitando vários moradores carentes. Aprendi profissionalmente e pessoalmente muita coisa. Aprendi a ter mais humildade, a enxergar as pessoas com outros olhos e a gostar de ajudar. Sempre que fotografava alguém para o TCC eu voltava aos locais de onde tinha recolhido as imagens e mostrava para os moradores as fotografias reveladas. A reação das pessoas era muito interessante.

Quais as maiores alegrias atuando na imprensa?
Fico feliz com as pequenas conquistas. Um elogio, uma resposta rápida em um momento de necessidade, uma frase de impacto, uma idéia inovadora, a auto-superação diária. Os amigos que fiz e continuo fazendo na imprensa também me agradam muito. As conversas antes e após os eventos são um estímulo. Sempre aprendo muito. Tenho muito a aprender e procuro absorver o máximo possível de pessoas mais experientes, as quais respeito muito.

Quais as decepções?
Impossível dizer que não há decepções. Elas existem sim, o importante é superá-las. Acho que é legal não deixar que as pessoas te desanimem. No trabalho de jornalista temos que suportar coisas que não precisaríamos passar se tivéssemos optado por outra profissão. Mas é aquela velha história, se te derem dúzias de limões, faça uma limonada. Ainda acredito que perseverança é fundamental para o sucesso.

Quais os planos?
Queria muito morar no Rio de Janeiro, fazer cursos, aprender, descobrir novas áreas. Mas isso vai ficar para um futuro um pouco distante, pois quero conquistar muita coisa aqui ainda. Apesar de vivermos em um local onde a comunicação ainda tem muito o que melhorar, é um desafio se manter aqui. E os desafios me atraem.

Já pensou em fazer outra coisa na vida? O que te atrai?
Nunca pensei em fazer outra coisa na vida. Mas tento conciliar minha profissão, na qual sou simplesmente apaixonada, com outras paixões. Adoro música, amo cantar, gosto de poesia (embora não deixe que ninguém as leia), componho canções e gosto do meu “mundinho” em uma sala escura, com o computador ligado, dedilhando um violão e sussurrando baixinho minhas próprias canções. Sou feliz assim, gosto de ficar só para meus pensamentos fluírem. Procuro boas companhias, pessoas que têm algo a acrescentar. No mais, tento ser normal!

Quem você admira na imprensa?
Admiro muito as pessoas que trabalham comigo, que me ensinam dia-a-dia que é possível fazer, e bem feito. Respeito todos os jornalistas, independente de escola, de veículo, de área de atuação. Cada um tem algo a acrescentar. Sou crítica sim, mas prefiro enxergar as qualidades e deixar que essas me impulsionem.

Mensagem:
Gosto da frase “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, de Caetano Veloso. Serve para traçar personalidade e descreve como encaro a profissão (viciante) de jornalista.

5 comentários:

Diniz Neto, jornalista disse...

Thais, gostei!
Parabéns.

Diniz Neto, jornalista disse...

Frase bem escolhida!
Parabéns.

Carol Rocha disse...

Nossa!! Até quem fim alguém se manifestou nos comentários. Eu já estava sem graça de só parecer meu nome aqui...Hahahahahahahah
Valeu Diniz!!
:P
Muito legal a entrevista. Não conheço a Thais pessoalmente, mas já vi e ouvi falar muito sobre o trabalho dela.
Parabéns pela entrevista.
Beijos

Anônimo disse...

sou fã da Thais, literalmente...

jean pismel disse...

Parabéns pelo seu trabalho,não conheço você, mais o seu sobrenome pismel me chamou atenção, pois o meu nome é jean pismel. Gostaria de saber se você tem algum parente que se chama raimundo pismel.
jpismel@bol.com.br