terça-feira, 27 de novembro de 2007

Gente da imprensa - Montezuma Cruz




Nome completo:
Célio Montezuma Caldieri Munhoz, pseudônimo jornalístico: Montezuma Cruz (desde 1972).

Data nascimento e local:
4 de fevereiro de 1953, em Presidente Prudente (SP), porém, pé vermelho criado em Lupionópolis (PR).

Onde trabalha?
Atualmente repórter e redator da Agência Amazônia de Notícias, em Brasília.

E-mail:
mailto:montezuma@agenciaamazonia.com.br

Quando você começou a trabalhar na imprensa e como foi o início?
Tive a primeira oportunidade em Teodoro Sampaio (SP), onde fui correspondente dos extintos Correio da Sorocabana e A Região, editados em Presidente Prudente. Depois ingressei em O Imparcial e fui correspondente de O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo. Daquela cidade rumei para Campo Grande, Dourados, Naviraí, Cuiabá, Porto Velho, Manaus, São Luís, Maringá, Foz do Iguaçu, Ourinhos, e cá estou, satisfeito por ter conhecido tantos lugares e tanta gente boa, graças a Deus.
O que você já fez na vida além de trabalhar na imprensa?
Quando menino, em Teodoro Sampaio, engraxei sapatos, auxiliei meu pai no Escritório de Contabilidade Exatidão, por ele fundado, e fui jornaleiro do Estadão. Não sai do pensamento aquela Monark Galaxia 67, novinha, que ali chegou num vagão de trem. Usei-a durante dois anos na entrega domiciliar.
Em quais veículos de comunicação você já trabalhou?
De Paula, foram tantos. Se me permitir, faço um roteirinho, a partir de 1975, após deixar Presidente Prudente, onde também fui repórter nas rádios Comercial e Piratininga: Correio do Estado e Rádio Cultura (Campo Grande), Diário de Cuiabá, Correio da Imprensa, Jornal do Dia e A Gazeta (Cuiabá), A Tribuna, O Imparcial e O Guaporé (Porto Velho), Porantim (Manaus), O Estado do Maranhão (São Luís), Folha de Londrina (Dourados, Campo Grande, Maringá e Foz do Iguaçu), O Diário do Norte do Paraná (Maringá), Jornal da Divisa (Ourinhos), Debate (Santa Cruz do Rio Pardo) e Jornal de Brasília (DF). Em Cuiabá, Porto Velho e São Luís trabalhei para o Jornal do Brasil e O Globo (ambos do RJ).
Quais as suas reportagens mais marcantes?
Algumas sobre índios, minérios, terras e fronteira, em Mato Grosso, Rondônia e no Maranhão. Todas publicadas pela FSP , Jornal do Brasil e O Globo. Outras, em pequenos jornais no interior paulista; outras na Folha de Londrina e no Diário, em Maringá. Felizmente, sempre tive bons chefes e editores. Cada reportagem bem apurada me proporcionou aprendizado e alegria. Uma das marcas que me emociona é ter contribuído, com algumas matérias, para a transformação do extinto Território Federal de Rondônia em Estado, entre 1976 e 1982.
Quais as maiores alegrias atuando na imprensa?
Ter conhecido muitos lugares e poder compreender que o Brasil é mesmo um País cheio de contrastes. Tive uma sucessão de encantos, da fronteira com o Paraguai e Argentina – onde acompanhei a criação do Mercado Comum do Sul, o Mercosul – aos morros do Arame, perto de Barra do Corda, no Maranhão – e à Floresta Amazônica. No JB emplaquei várias matérias sepultando de vez o Grupo Executivo das Terras do Araguaia e Tocantins (Getat). As minas de manganês de Urucum (MS) estavam abandonadas em Corumbá e graças a uma reportagem de uma página na FSP o governo federal procurou sócios em Minas Gerais para que a Empresa Mato-grossense de Mineração (Metamat) pudesse explorar as jazidas. Hoje quem manda lá é a Vale do Rio Doce. Se pudesse, percorreria esses lugares outra vez. Sei que isso já não é mais possível.
As decepções?
Ver que muitas matérias apontando irregularidades e desmandos administrativos e, sobretudo, agressões à natureza pouco resultaram. Assim ocorreu em Rondônia, em Mato Grosso e no Maranhão. E olhe que ainda tenho uma forte ligação com Rondônia, onde nasceram alguns de meus filhos. Talvez seja esse sentimento o reflexo de algum amargor. Sentir também que o jornalismo atual, com raras e honrosas exceções, deixou de investir na reportagem com tempo suficiente para uma boa apuração. Tudo vem sendo muito imediato. Lamento, possivelmente estampando a frustração de muitos jovens que agora ingressam na profissão sem ter tido a oportunidade de degustar aquele período tão bonito que tanto beneficiou os profissionais das décadas de 70, 80, até 90. Obviamente, eles também sentirão saudades do momento que vivem hoje. Estamos empatados.
Quais os planos?
Planos? A essa altura, ir reduzindo a marcha e caminhar para o dominó no Clube da Terceira Idade. Concluí meu primeiro livro, Aconteceu no Pontal, com atraso de um ano. Espero lançá-lo até fevereiro- março de 2008. Passei oito anos juntando fragmentos da história bem popular ali de Teodoro Sampaio, onde vivi parte da infância. Se não lançar esse livro, que representa uma resposta a mim mesmo, não morrerei em paz. Paralelamente, alcancei um dos objetivos intermediários neste fim de carreira: escrevi 25 matérias lembrando os 30 anos da mais completa CPI da Terra feita no Congresso Nacional. Nem os deputados se lembraram desse grande feito dos ex-colegas, mas a memória parlamentar sofreu mesmo um enorme apagão. As matérias estão na Agência Amazônia. Me senti realizado.
Já pensou em fazer outra coisa na vida?
Algumas vezes sim, a exemplo de colegas que deixaram esta profissão para serem publicitários,
empresários ou donos de bar. Conheço casos notáveis de monstros sagrados do jornalismo paulista que trocaram as Redações pelo mundo empresarial. Alguns voltaram correndo. Enfim, acredito que o masoquismo muitas vezes tem a ver com o modo de vida que nos caracteriza, porque na maioria das vezes persistimos, apesar das adversidades. Mas onde elas não existem?
Quem você admira na imprensa?
Se eu mencionar nomes de diretores, editores e repórteres do passado me mostrarei um saudosista. Se falar apenas de nomes do presente, estaria renegando aqueles tantos que engrandeceram diversos jornais e revistas, nas capitais e também no interior de seus estados. Cada qual tem seu valor, digno de admiração e respeito; outros ganham a repulsa quando desagradam. Posso dizer que admirei e admiro gente de todos os times, pela competência e pela franqueza.

Mensagem:
Peneirando daqui e dali, é possível alcançar o equilíbrio na vida. Venho procurando encontrar coisas boas, embora não possa fechar os olhos à análise de tantas inutilidades e mediocridades que campeiam ao redor. Para ter paz, não há como fugir de problemas. Aos jovens, sugiro que leiam sempre e procurem não se impacientar com esse mundão cibernético. Busquem qualidade. Contem histórias para si mesmo. Leiam e vejam não apenas a matéria que escrevem no jornal, na internet, no radiojornal, no telejornal. Leiam livros; não deixem o livro pegar poeira. E procurem viver com dignidade. Quando tiverem 50, 60 anos, certamente não se arrependerão de terem mergulhado de cabeça nessa profissão. Assim espero.

5 comentários:

Carol Rocha disse...

Ai que alegria de ver o "Pai Monte" aqui..
Que saudadessssssssssssssssssssssss....

Que falta ele me faz. Vários conselhos, risadas, brincadeiras, piadas (do jornalismo, é CLARO!!! ), "causos"...que a gente tinha!!!
Pensa num povo que não parava de falar (junta dois tagarelas... PELO AMOR DE DEUS!!!).

Deixa-me contar uma coisa que poucos sabem..

Na faculdade de jornalismo todos os meus "coleginhas" de sala sempre tiraram sarro de mim por causa do Monte. Segundo eles tudo que eu fazia tinha o “Monte” no meio. Por incrível que pareça isso é verdade..Hahahha

Fiz váriassssssssssss entrevistas para rádio (radiojornalismo), tele (telejornalismo) e impresso (Principalmente o Matéria Prima..Hahahahahahaha). Depois do Gilson Aguiar, da Dayse Hess, Eliane Maio (sexóloga) vem o Montezuma Cruz, na lista dos mais entrevistas pelo Matéria Prima...Hahahahahahahahhahaha

Detalhe, eu fiz 3 entrevistas..Hahahahahahahaha

Isso que é amor de "filha". Existem pessoas, também da minha sala de jornalismo, que diz "quando a Carol receber o diploma tem que dividir com a mãe, com o Monte e o que sobrar é dela....Hahahhahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhaha

Montezuma, que o papai do céu continue te abençoando muito ai eu Brasília viu. Se Deus quiser também, logo logo irei ai te visitar. Uhuuuuuu!!!

Eee.. vê se volta para nos visitar. Fevereiro está ai. Quero você aqui, sem falta. (Isso não é um pedido, é uma COBRANÇA.. hahahahahahah)Vamos comer açaí com granola no Big, Agua de Coco, Caminhar o Parque das Grevilhas, Visitar o "seo" Mario (Dono do Hotel), .....

Beijos
Te adoro de Montão (Monte grandão...Hahahahha)

Ah! o Evertinho, a Rossa e a Lilia (linda flor) está mandando abraços e beijos...

Carol Rocha disse...

Ops.. " as pessoas dizem" (Eta concordância que me mata!!)..Hahahahahahaha

Diniz Neto, jornalista disse...

Montezuma, sucesso amigo!

amor disse...

fico orgulhoso ao saber da história desse jornalista, pois sei que ele valoriza muito a dignidade, e também por que ele e um Paizãoooooooooooo

Paulo Alho

Anônimo disse...

Monte parabens pelo sucesso....PRECISO DE SUA AJUDA, Lina